Uma forma de pensar a medicina
O exame é uma parte da história. A decisão exige enxergar o todo.
Ao longo da formação em cardiologia e Terapia Intensiva, uma ideia se tornou cada vez mais importante: bons dados não substituem uma boa pergunta clínica.
Um resultado de exame, um número alterado ou uma nova tecnologia só fazem sentido quando interpretados dentro da história, dos sintomas, dos riscos, da funcionalidade e dos objetivos daquela pessoa.
Essa visão orienta tanto a prevenção cardiovascular quanto o cuidado de pacientes com doenças cardíacas estabelecidas ou situações clínicas complexas.
Contexto antes de conclusões
Interpretar sintomas, exames e números dentro da história completa do paciente.
Prevenir o que pode ser prevenido
Identificar riscos e intervir antes que eles se transformem em doença ou perda de funcionalidade.
Continuidade nas decisões
Acompanhar a trajetória do paciente, e não apenas episódios isolados do cuidado.
Cardiologia e Terapia Intensiva
Prevenir a doença e saber cuidar quando ela se torna complexa.
A cardiologia ambulatorial permite acompanhar fatores de risco, sintomas, tratamentos e decisões ao longo dos anos. A Terapia Intensiva acrescenta a experiência de lidar com doenças agudas, instabilidade clínica e decisões que frequentemente precisam ser tomadas sob maior incerteza.
Na prática, essas duas perspectivas se complementam. A experiência hospitalar ajuda a compreender as consequências das doenças cardiovasculares quando elas evoluem; a prevenção ajuda a trabalhar para que muitos desses eventos nunca aconteçam.
Conviver com as duas rotinas também muda a leitura de sinais discretos. Um sintoma referido de forma vaga, uma alteração pequena em um exame de rotina ou uma queda de capacidade física relatada de passagem podem ter peso diferente quando se acompanhou de perto o desfecho de quadros semelhantes.
“Prevenção e alta complexidade parecem extremos diferentes da medicina. Na verdade, fazem parte da mesma trajetória de cuidado.”
- No consultório: risco cardiovascular, sintomas, metas e acompanhamento ao longo dos anos.
- No hospital: doença aguda, instabilidade clínica e decisões sob incerteza.
- Em comum: integrar informação e decidir o que muda o desfecho do paciente.
Trajetória profissional
Do consultório ao hospital, diferentes perspectivas do mesmo cuidado.
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Atuação hospitalar
Hospital Sírio-Libanês, Brasília
2019 - atual
Atuação em Terapia Intensiva desde 2019, inicialmente como médico plantonista. Desde janeiro de 2025, médico de rotina da UTI, acompanhando diariamente pacientes internados e participando das decisões assistenciais em cenários de alta complexidade.
A experiência combina cuidado longitudinal durante a internação, discussão multiprofissional e tomada de decisão em situações de maior instabilidade e incerteza clínica.
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Prática clínica
Clínica Pulsarti, Brasília
2019 - atual
Sócio e médico da Clínica Pulsarti, com atendimento particular em cardiologia clínica e prevenção cardiovascular.
No consultório o tempo é outro. Há espaço para investigar sintomas com calma, revisar histórico e exames anteriores, estimar risco cardiovascular, ajustar tratamentos e acompanhar a evolução de cada decisão ao longo dos anos. É onde a prevenção se constrói: em revisões periódicas, metas realistas e um plano que o paciente compreende.
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Experiência anterior
Hospital Santa Lúcia Norte
2018 - 2025
Experiência na coordenação de unidade de Terapia Intensiva cardiológica e neurocardiovascular.
A atividade envolveu organização assistencial, protocolos clínicos, coordenação de equipes e fluxos, além do cuidado de pacientes cardiológicos e neurovasculares graves. Foi a etapa que acrescentou à formação técnica a compreensão de como se organiza uma unidade de alta complexidade.
Formação
Uma formação construída em diferentes níveis do cuidado.
- 01 Graduação em Medicina Universidade Federal do Triângulo Mineiro, UFTM
- 02 Residência em Clínica Médica Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP
- 03 Residência em Cardiologia Hospital Universitário de Brasília, HUB/UnB
- 04 Fellowship em Terapia Intensiva Instituto do Coração, InCor / HC-FMUSP
- 05 Observership em Terapia Intensiva e Dispositivos de Assistência Ventricular Mayo Clinic, Jacksonville, Estados Unidos · 2023
- 06 MBA em Gestão em Saúde Fundação Getulio Vargas, FGV
- 07 Lifestyle Medicine: Tools for Promoting Healthy Change Harvard Medical School / Brigham and Women’s Hospital · 2023
Títulos e credenciais
Títulos e credenciais profissionais.
Especialista em Cardiologia
Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Especialista em Medicina Intensiva
Título de Especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
Especialista em Clínica Médica
Título de Especialista em Clínica Médica.
Fellow of the American College of Cardiology
Fellow of the American College of Cardiology (FACC).
Capacitações complementares
Formação e capacitação em ECMO pela ELSO. Suporte avançado de vida (ACLS e PALS), ventilação mecânica e monitorização hemodinâmica.
Atuação institucional
Participação ativa nas sociedades médicas das especialidades.
Além da prática clínica e hospitalar, Dr. Rafael Côrtes participa de entidades médicas nacionais e internacionais ligadas à cardiologia e à Medicina Intensiva, contribuindo para atividades científicas, educacionais e institucionais.
Sociedade Brasileira de Cardiologia, Regional Distrito Federal
Membro da atual diretoria.
Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Regional Distrito Federal
Diretor Científico.
Atuação na programação científica e em atividades de atualização da regional.
Sociedade Interamericana de Cardiologia, SIAC
Membro do Departamento de Emergência.
Participação em atividades científicas e educacionais relacionadas às emergências cardiovasculares.
Ciência e ensino
Aprender, discutir e ensinar também fazem parte da prática médica.
A atividade clínica do Dr. Rafael Côrtes é acompanhada por participação em educação médica, discussão de casos e atualização científica. A proximidade com ensino e ambientes hospitalares de alta complexidade mantém a tomada de decisão conectada à evolução da evidência médica.
Isso se traduz em produção científica em conjunto com outros grupos, aulas em congressos das duas especialidades e discussão institucional de casos com outras especialidades.
Produção científica selecionada
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Archivos de Cardiología de México · 2026
Consenso de Embolia Pulmonar
Coautor do consenso publicado nos Archivos de Cardiología de México.
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Sociedad Interamericana de Cardiología · 2026
Cardiología Crítica, 2ª edição
Autor do capítulo Neurocardiología Crítica: Neurointensivismo.
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Catheterization and Cardiovascular Interventions · 2024
Concordance between vessel-specific and vascular territory coronary functional assessment: A comparison of quantitative flow ratio and myocardial perfusion scintigraphy
Artigo original sobre avaliação funcional coronariana e sua concordância com a avaliação do território de perfusão miocárdica.
Educação médica selecionada
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Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca · 2025
Aula: o essencial do manejo da insuficiência cardíaca agudamente descompensada.
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Congresso Brasileiro de Cardiologia · 2024
Aula: quando e como se deve pesquisar TEP crônico.
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Congresso Internacional de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial · 2024
Manuseando pacientes com insuficiência cardíaca e arritmias recorrentes na UTI.
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Simpósio Brasileiro de Transplante Cardíaco · 2024
Manejo de pacientes submetidos a transplante cardíaco.
Na prática
Formação só importa quando melhora a qualidade das decisões.
O objetivo não é fazer mais. É saber o que realmente precisa ser feito, por quê e em qual momento.
A finalidade dessa formação não é acumular títulos. É ampliar a capacidade de compreender problemas, reconhecer riscos, lidar com incertezas e explicar ao paciente quais decisões realmente importam.
No consultório, isso significa prevenção e tratamento individualizados. No hospital, significa compreender contextos complexos e integrar informações. Ao longo do tempo, significa construir continuidade.
Na consulta, isso aparece em coisas concretas: entender por que um exame foi pedido, o que ele muda na conduta, quais riscos merecem atenção agora e quais podem ser acompanhados com o tempo. Também aparece no que se decide não fazer, quando um exame ou uma intervenção não alteraria a decisão clínica.
Boa parte das decisões tomadas hoje na cardiologia produz efeitos ao longo de décadas. Preservar saúde cardiovascular também significa preservar funcionalidade, capacidade física e autonomia com o passar dos anos.
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Onde essa trajetória se traduz em cuidado.
Atendimento em Brasília
Cuidado cardiovascular com contexto, clareza e continuidade.
Dr. Rafael Côrtes atende de forma particular na Clínica Pulsarti, em Brasília.
